Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador

Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador

No Brasil, há uma carência de trabalhadores qualificados na área da Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, por isso, este curso de Mestrado Profissional se dirige a uma demanda regional de profissionais trabalhadores do CEREST, da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária à Saúde, considerando as políticas do SUS de Educação Permanente em Saúde (EPS), baseadas nas necessidades de transformação das práticas profissionais, construindo estratégias e processos de qualificação da atenção e da gestão em saúde para oferecer melhores serviços de saúde à população.

Portanto, a demanda principal a ser atendida com o curso são profissionais da área da saúde em serviço. Ainda, serão considerados como potenciais candidatos, graduados que ainda não estejam inseridos no mercado de trabalho, mas podem em algum momento serem inseridos, substituindo os quadros profissionais que estarão se aposentando nos próximos anos.

Nas últimas décadas, a industrialização e a urbanização intensa no Brasil causaram profundas modificações ambientais, demográficas e epidemiológicas. A crescente presença de agentes agressivos no ar, água e solo, assim como na alimentação seja na forma de aditivos, pesticidas e dejetos industriais, seja através da introdução de novos hábitos de vida, agrega e/ou potencializa o risco de agravos à saúde.

A profunda crise ambiental de natureza planetária transformou-se em paradigma para todos os campos científicos e tecnológicos e, associada a esses novos contextos, persiste uma crise no ambiente de trabalho, com suas repercussões sobre a saúde do trabalhador, constituindo interfaces complexas que fazem emergir novos desafios para a área da saúde.

A exposição ambiental e ocupacional dos trabalhadores é caracterizada pela multiplicidade de agentes e meios de contaminação, mediada por contextos socioeconômicos e culturais, o que torna ainda mais complexo o reconhecimento de nexos causais, assim como a concepção e a implementação de medidas visando à minimização e/ou eliminação dos riscos à saúde.

Para a saúde, numa perspectiva de produção social da saúde, importa o ambiente considerado mais que a dimensão física ou "natural", também, as dimensões social, econômica, política e cultural, quer dizer, o lugar em que as pessoas vivem: o lugar em que moram, trabalham; os lugares do lazer, como também, o trajeto entre esses lugares.

As condições de saúde são territorializadas, sendo o cotidiano a escala privilegiada de análise e intervenção, ainda que o reconhecimento do território na escala local “não exclui a identificação de relações de verticalidade com outros níveis de decisão que podem influenciar sobremaneira a vida social local”.

Atualmente, os processos de gestão e sistemas de serviços de saúde têm apresentado reconhecidas dificuldades em atuar eficientemente para modificar este quadro, dentro de uma perspectiva de recuperação ou manutenção da saúde dos trabalhadores e dos grupos populacionais vulneráveis, porque as abordagens utilizadas são majoritariamente voltadas para o diagnóstico dos problemas, focada nos agentes (físicos, químicos e biológicos), com predominância de abordagens norteadas pelas noções de Saúde e Ambiente centradas nos aspectos biológicos e biofísicos.

Entretanto, é possível efetivar uma proposta inovadora, considerando a saúde ambiental e a saúde do trabalhador, na qual o ambiente não seja apenas físico-químico-biológico, mas também o ambiente socioeconômico, cultural e psicossocial, realizando diagnóstico e buscando soluções, com a participação dos diferentes sujeitos sociais envolvidos nos problemas, orientada por abordagens inter e transdisciplinares, considerando a integralidade do cuidado na interface saúde - ambiente - trabalho.

Ano de Início Mestrado Profissional: 
2015
Conceito CAPES Mestrado Profissional: 
3
Nome do Programa: 
Programa de Pós-graduação em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador
Áreas do Conhecimento (CNPQ): 
Sigla do Programa: 
PPGAT